Sal da Bossa
Sal da Bossa
Conheci o trabalho da dupla Sandro Hess e Hilaria Kramer, por acaso,numa rápida passagem por Portugal, antes de retornar ao Brasil. No resisti à curiosidade ao ver o selo “Brasilian Music” estampado em um cartaz do Sal da Bossa, no hotel onde me encontrava hospedado, e quis conferir o show.
De cara, a primeira surpresa: a dupla era suiça, ou seja, suiços interpretando bossa nova. Por que não, pensei. E uma segunda surpresa vejo logo depois: um trompete. Em interpretações do gênero era algo totalmente novo, para mim. O resultado è uma sonoridade original, sofisticada e em perfeita sincronia com o toque delicado do violão.
Uma voz masculina recita um português suave e um leve acento se mistura com o ritmo jobiniano. O repertório variado vai além da bossa nova e incorpora o que a chamada MPB (Musica Popular Brasileira) tem de melhor: Edu Lobo, Caetano Veloso, Jorge Benjor, etc... Aos poucos, sem que eu me dê conta, e quase contra a minha vontade, sinto saudade. Assim como o vento às caravelas. O Sal da Bossa, me empurra de volta às minhas origens, agora perto e longe, ali do outro lado do mar.
Alvaro Lemos, 33, compositor e prof História da Musica, Universidade Federal da Bahia-Brasil
“Hà uma melodia muito especial na musica brasileira que nos obriga a saber reconhecer certos compositores. As musica s suaves e doces falando de coisas tristes e de coisas alegres, da vida que rola em cada dia e das terras desse pais de raízes culturais tao marcadas pela multicularidade.
Acontece então que numa viajem pela Italia reconheci algumas e muitas das musica que fazem de Tom Jobim um dos compositores de referência da minha vida. Essas musicas tinham um timbro de Jazz que me pós a vibrar, um trompete que ecoava e traduzia algo de especial e diferente nas melodia do bossa Nova.
O projecto Triloco no qual se inclui Jorge Delamare, Sandro Hess e Hilaria Kramer, fez-me ver mais uma vez a emportància de reinventar formas de olhar as coisas que nos rodeiam. Julgo portanto que nessa noite ouvi uma das formas de reinventar a minha relação com a musica Brasileira.”
Jorge Rocha, artista plàstico, Lagos, Portugal